Tecnologia uma porta que se abre
Um
novo olhar sobre a educação
Por: Cleiane Cruz Rocha
A educação ao longo de sua história sofreu
muitas modificações, visto que, os parâmetros utilizados hoje se diferem em
muito dos que eram adotados no inicio do século passado. O professor já não é
visto como o único detentor do saber, mas como um mediador no ensino.
O discente tem deixado de
ser um mero transmissor de saberes para ser mais um orientador, um estimulador
de todos os processos que levam os alunos a construírem seus conhecimentos.
Com o advento da tecnologia
muito se tem debatido sobre a importância de adotar esta ferramenta no auxílio
do ensino – aprendizagem questiona-se, portanto qual a real contribuição que
ela pode trazer, em vista, do modelo de ensino que vem sendo adotado nas
escolas hoje.
A questão em debate é se o
nosso sistema educacional tem suporte para prover toda essa transformação, que
não se resume a informatização dos ambientes escolares, visto que, o ensino não
se restringe a estruturação física das escolas.
O que traz átona certos
questionamentos, será que os professores de hoje estão cientes desse novo papel
que devem desempenhar na escola ou mesmo se estão preparados para essa nova
fase da educação? De que forma os docentes foram apresentados a essa nova
realidade? Essa informatização das escolas não é uma forma de mascarar um
quadro já existente? Houve um questionamento sobre a educação que queremos para
o nosso alunado? Ou mesmo será que essa nova tecnologia esta dando suporte à
obtenção do conhecimento ou é apenas uma ferramenta externa ao aprendizado?
A realidade do nosso aluno é a
tecnologia, o mundo esta vivendo a informatização de forma cada vez mais rápida
e a educação ainda não conseguiu acompanhá-la com a mesma dinâmica. Os
discentes têm acesso cada vez mais cedo a esse mundo informatizado e quando
chega à escola se deparam com uma realidade totalmente oposta. As escolas em
sua maioria não dispõem dessas novas tecnologias e mesmo havendo uma
informatização o quadro de colaboradores ainda pensa e age de forma arcaica.
A informática possibilita o
acesso a uma gama de conhecimentos sejam eles, escritos, visuais ou
audiovisuais, entre outros. E a figura do professor é crucial neste processo de
filtragem dessas informações. Entretanto os docentes só poderão desempenhar
esse papel se tiverem conhecimentos técnicos e metodológicos para isso.
Segundo Iennaco (2014), “o papel do professor tem
se modificado na medida em que os alunos têm acesso mais facilmente a uma gama
de informações, mesmo que incompletas ou distorcidas, que devem ser organizadas
e discutidas através de sua mediação.”
Em nenhum momento
negligenciou-se a importância dessas ferramentas para a educação, é notória que
se utilizada de forma correta os seus resultados serão positivos. No entanto, a utilização das tecnologias nas
escolas por si só, não garantirá a qualidade no ensino, faz-se necessário que o
seu uso seja voltado para fins de aprendizagem e não uma informatização
realizada de forma isolada deixando de lado o foco principal, que é o auxilio
na obtenção do conhecimento. Se continuar a ideia de os nossos alunos serem
receptores de conhecimentos, o uso desses recursos não fará diferenças no
aprendizado.
Os professores terão que ser
preparados para essa nova educação, em que a tecnologia é vista como uma aliada
ao ensino – aprendizagem, e não como a salvadora da educação, que da noite para
o dia irá transformar o ensino.
O primeiro passo para a
modificação das escolas é fazer uma análise sobre onde estamos e aonde
pretendemos chegar? Qual o tipo de cidadão queremos formar? Que educação
almejamos para os nossos alunos? Esses são pontos cruciais para se responder e
só a partir daí traçar estratégias pedagógicas que munidas com a tecnologia
farão com que o ensino seja construtor de novos cidadãos e não repositor para o
mercado de trabalho.
O computador é uma ferramenta que vem auxiliar o processo ensino/aprendizagem, a tecnologia dará
um suporte para que o docente trabalhe seus conteúdos de forma mais dinâmica e
atrativa, instigando os alunos a aprender de maneira mais prazerosa. Há um
universo de possibilidades que o professor poderá utilizar, desde vídeos
educativos até sites na internet (com a observação do professor).
O uso desses recursos trará
inúmeros benefícios tais como, uma maior interação professor – aluno –
conhecimento, descontração nas aulas, maior interesse, possibilidade de
adequação as diferentes capacidades de aprendizagem dos alunos, participação da
comunidade (familiares), troca de conhecimento, entre outros.
As possibilidades e
ferramentas que estão disponíveis ao docente são infinitas, no entanto, este
deverá buscar as que melhor se adequarem a sua realidade de ensino, visto que
ele é conhecedor do seu alunado.
Segundo
Santos (2014), “para empreender um trabalho, no espaço escolar, comprometido
com uma nova realidade tecnológica, o professor precisa criar novas
metodologias de ensino que tenham como ponto de ancoragem a realidade da escola
e de seus protagonistas [...]”
Neste sentido, buscar a
tecnologia como meio de colaborar para o avanço da educação é um esforço
louvável, não esquecendo que a importância da função pedagógica do professor em
nada será alterada, ao contrário, ele poderá com a utilização desses novos
recursos criar estratégias diferenciadas de ensino, sempre visando a
aprendizagem.
O tema tecnologia X educação
é muito vasto e por esse motivo requer muito estudo, não tenho a pretensão com
este artigo de esgotar a temática, apenas abrir uma discussão sobre como
professores, alunos e sociedade podem utilizar esta ferramenta em proveito da
aprendizagem.
Referências:
IENNACO, Juliana de Paula. Tecnologias na
Educação: a importância das novas mídias na formação do professor e seus
desdobramentos no universo escolar. Disponível
em: <http://www.webartigos.com/artigos/tecnologias-na-educacao-a-importancia-das-novas-midias-na-formacao-do-professor-e-seus-desdobramentos-no-universo-escolar/29155/>.
Acesso em: 09 de agosto de 2014.
SANTOS, Ciro M. MAINART,
Domingos de A. A importância da
tecnologia no processo ensino – aprendizagem. Disponível em: http://www.convibra.com.br/upload/paper/adm/adm_1201.pdf.
Acesso em 10 de agosto de 2014.
Nenhum comentário:
Postar um comentário